segunda-feira, 24 de agosto de 2009

24/08/09 - 10h36 - Atualizado em 24/08/09 - 13h10

Agente sobre Bolt fora das pistas: 'O difícil é fazer com que ele fique sério'

Ricky Simms revela ao GLOBOESPORTE.COM curiosidades do jamaicano

Rafael MaranhãoDireto de Berlim

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Ampliar FotoReuters/Agência

Usain Bolt marcou o Mundial de Berlim

O Mundial de Berlim certamente entrará para a história como o "Mundial de Usain Bolt". O jamaicano fez estrago nas pistas do Estádio Olímpico e ainda encantou a torcida e o mundo com o seu jeito divertido e descontraído. Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, o agente do homem mais rápido do planeta, Ricky Simms, revelou algumas curiosidades de Bolt dentro e fora das pistas.

GLOBOESPORTE.COM: Que análise você faz de Usain Bolt em Berlim? Ricky Simms: Foi fantástico. Ele foi incrível em Pequim no ano passado, ganhando três medalhas de ouro e batendo três recordes mundiais. O grande teste seria fazer o mesmo em Berlim, e ele bateu dois recordes mundiais, grandes feitos. Eu sei que está muito cansado. Para ganhar o revezamento, precisou fazer um pouco mais de esforço, pois não está com a mesma forma que estava em Pequim. Mas ainda assim foi muito rápido. Resultados fantásticos que confirmam sua posição como o atleta número 1 do mundo.

Quando foi a primeira vez que você encontrou Bolt?
Ele era bem mais jovem, logo depois de ganhar o Mundial Júnior (2003)

Você acreditava que ele pudesse chegar tão longe?
O engraçado é que eu costumava correr um pouco com os atletas durante os treinos e o Bolt me desafiou para correr. Só eu e ele. Foi tão rápido, estava tão na frente que pensei: "O que é isso!?". Já era muito bom naquele tempo. Glenn Mils (treinador de Bolt) trabalhou muito com ele também, corrigiu alguns erros, e Bolt está ainda mais rápido.

Até onde você acha que ele pode chegar?
Quem sabe?

A última derrota de Bolt foi no GP de Estocolmo, no ano passado, pouco antes de Pequim. O que mudou desde então?
Em Estocolmo ele não estava tão consistente como agora. Este ano acho que encontrou isso, pelo menos nas últimas duas ou três semanas. No início do ano não estava largando tão bem. Foi assim em Paris, Londres, Toronto, mas Bolt corrigiu isso nas últimas semanas. Parece fácil quando você assiste, mas é resultado de um trabalho duro de Bolt, de seu treinador e de toda uma equipe que trabalha com ele para que isso seja possível.

É difícil trabalhar com Bolt fora das pistas?
Não, é muito fácil. Bolt é daquele mesmo jeito o tempo todo. Às vezes, o difícil é fazer com que fique sério. Mas existe uma grande equipe em torno dele e esperamos que continue assim por muitos anos ainda.

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