segunda-feira, 24 de agosto de 2009

23/08 - 10:39

Rápido em hora decisiva e ajudado por McLaren, Barrichello vence em Valência
Rubens Barrichello faturou o GP da Europa, em Valência, neste domingo (23). Lewis Hamilton, da McLaren, e Kimi Raikkonen, da Ferrari, completaram o pódio
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Warm Up


Dani Cardona/Reuters

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FELIPE PARANHOS
de Salvador


Chegou a 100ª vitória de pilotos brasileiros na F1. E com Rubens Barrichello. O mais experiente daqueles que já passaram pela categoria foi impecável em Valência. O piloto da Brawn foi rápido nos momentos decisivos e aproveitou um erro da McLaren na segunda parada de Lewis Hamilton, que terminou em segundo, à frente de Kimi Raikkonen.

Talvez seja injusto dizer que Rubens venceu porque a McLaren demorou a entregar o pneu traseiro direito de Hamilton na segunda parada, o que custou longos 4s. Primeiro porque o brasileiro aproveitou a pista livre naquele momento para marcar três voltas mais rápidas consecutivas, nas voltas 34, 35 e 36. Em segundo lugar, porque, baseando-se no ritmo de treino de Barrichello e Hamilton, o composto macio do brasileiro no último trecho — mais curto — provavelmente o favoreceria em pista. Mas ele nem precisou forçar o ritmo: depois de seu segundo pit-stop, voltou tranquilamente à frente do britânico e pôde só administrar a liderança até a bandeirada.

Dani Cardona/Reuters
Rubens lembrou da homenagem que fez a Massa em seu capacete

Na largada, Rubens não conseguiu passar as McLaren, equipadas com o KERS, mas também não foi ultrapassado por Sebastian Vettel, que largou mal. Quem pulou bem foi Raikkonen, que, largando em sexto, chegou a quarto — o que foi fundamental para o pódio que conseguiu.

Durante a primeira parte da corrida, Barrichello ficou longe da briga pela vitória. Lewis, bem mais leve, entrou nos boxes com 6s de vantagem para o brasileiro, que ainda estava 1s7 atrás de Heikki Kovalainen. Nas três passagens entre a primeira parada de Hamilton e a sua, o brasileiro conseguiu impor ritmo de treino, voltando à frente de Kova e 3s4 atrás do atual campeão do mundo.

Enquanto isso, Jenson Button, seu companheiro e líder do campeonato, vinha apagado na oitava posição, depois de uma largada muito ruim e de cortar a primeira chicane da pista. No fim, o inglês ainda melhorou, ultrapassou Mark Webber e terminou em sétimo. Agora, a diferença entre ele e Rubens — que voltou ao segundo lugar no Mundial — é de 18 pontos, com 72 a 54.

Como já foi dito, a segunda parada foi decisiva. Só que, desta vez, Barrichello já vinha marcando os giros mais rápidos da prova alguns minutos antes de Lewis ir aos boxes. Com a falha da McLaren, o ex-piloto de Jordan, Stewart, Ferrari e Honda chegou à ponta. O engenheiro de Hamilton ainda tentou incentivá-lo a recuperar o tempo perdido, até dizendo que Lewis estava mais perto do líder do que realmente estava, a fim de animá-lo. Não deu, entretanto, e a vantagem final foi de 2s3, descontada aquela freada tradicional do vencedor na chegada.

Getty Images
Vettel teve mais um motor quebrado

A Red Bull, principal rival da Brawn na luta pelos dois títulos da temporada, não foi bem. Vettel foi, pela segunda vez, traído pelo motor Renault. Estima-se que, na Bélgica, 13ª das 17 provas da temporada, o alemão estreie o sétimo dos oito propulsores disponíveis para cada piloto neste ano. Webber, por sua vez, não teve boa atuação e perdeu ainda mais ritmo no último terço da corrida, perdendo posições para Button e Robert Kubica, ficando apenas em nono.

O polonês, inclusive, deu os primeiros pontos para a BMW desde o GP da Turquia, no início de junho. E, falando em equipe quase fora da F1, Jarno Trulli e Timo Glock terminaram a corrida juntos na tabela e 22s distantes na pista: com sua roda traseira direita, o alemão destruiu a asa dianteira de Sébastien Buemi e ambos tiveram de fazer uma parada a mais. O mesmo aconteceu com Romain Grosjean.

O estreante da Renault ainda enfrentou algumas dificuldades para se manter na pista durante a prova — notavelmente a rodada na nona volta, em que quase foi ao muro. Nada, porém, como Luca Badoer. O italiano foi o penúltimo dos que ficaram na pista, à frente somente de Kazuki Nakajima, que teve um pneu furado e perdeu muito tempo até chegar aos boxes.

Final:

1

Rubens Barrichello

BRA

Brawn Mercedes

1:35.51.289

57 voltas

2

Lewis Hamilton

ING

McLaren Mercedes

+2.358

3

Kimi Raikkonen

FIN

Ferrari

+15.994

4

Heikki Kovalainen

FIN

McLaren Mercedes

+20.032

5

Nico Rosberg

ALE

Williams Toyota

+20.870

6

Fernando Alonso

ESP

Renault

+27.744

7

Jenson Button

ING

Brawn Mercedes

+34.913

8

Robert Kubica

POL

BMW Sauber

+36.667

9

Mark Webber

AUS

Red Bull Renault

+44.910

10

Adrian Sutil

ALE

Force India Mercedes

+47.935

11

Nick Heidfeld

ALE

BMW Sauber

+48.822

12

Giancarlo Fisichella

ITA

Force India Mercedes

+1:03.614

13

Jarno Trulli

ITA

Toyota

+1:04.527

14

Timo Glock

ALE

Toyota

+1:26.519

15

Romain Grosjean

FRA

Renault

+1:31.774

16

Jaime Alguersuari

ESP

Toro Rosso Ferrari

+1 volta

17

Luca Badoer

ITA

Ferrari

+1 volta

18

Kazuki Nakajima

JAP

Williams Toyota

+3 voltas

Não completaram

Volta/motivo

Sébastien Buemi

SUI

Toro Rosso Ferrari

42/abandono

Sebastian Vettel

ALE

Red Bull Renault

24/mecânico

Tempo

Sol

ar: 30-31ºC | pista: 44-50ºC

Melhor volta

Timo Glock

ALE

Toyota

1:38.683

(55ª)

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